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sábado, agosto 13

.......”OS QUATRO RELIGIOSOS”.......

“Rir de tudo é coisa de tontos, não rir de nada é coisa de estúpido”.

(...) EM UM CONGRESSO TEOLÓGICO ECÚMÊNICO... PERCEBI QUE OS RELIGIOSOS SÃO SEMPRE FONTE DE INSPIRAÇÃO E IMAGINAÇÃO DOS HUMORISTAS!!!
AS HISTÓRIASDE HUMOR E ANEDOTAS QUE SE CONTAM ACERCA DOS RELIGIOSOS... PADRES... PASTORES... FREIRAS... SÃO TANTAS QUE QUASE NÃO SE TEM CONTA.
A QUE SE SEGUE... FOI-ME CONTADA POR UM AMIGO JESUITA... NESSE MESMO CONGRESSO... E TEM POR FINALIDADE MOSTRAR-ME O COMPORTAMENTO DE  QUATRO RELIGIOSOS DIANTE DE UM MESMO FENÔMENO:
“QUATRO RELIGIOSOS ENCONTRAVAM-SE REUNIDOS À VOLTA DE UMA MESA N’UM JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO... QUANDO SUBITAMENTE... NO MEIO DO BANQUETE... AS LUZES SE APAGAM... DEIXANDO-OS COM GRANDE INCÔMODO MERGULHADOS NA ESCURIDÃO!!!...
... O PASTOR AJOELHOU-SE E COMECOU A ORAR EM LINGÚAS... PARA QUE DEUS FIZESSE ALUZ VOLTAR!!!...
... O PADRE BENEDITINO PÔS-SE A RECITAR SEU BREVIÁRIO... QUE OBVIAMENTE SABIA DE COR!!!...
... O RABINO ENTEREGOU-SE... A UM INTRMINÁVEL MONÓLOGO SOBRE A NATUREZA DA LUZ  E DAS TREVAS!!!...
...QUANDO POR FIM... A LUZ VOLTOU DECORRIDOS ALGUNS MOMENTOS... OS TRÊS SE DEPARARAM COM A FALTA DO JESUITA...
... ELE TINHA IDO TROCAR OS FÚSIVEIS QUEIMADOS!!!”

GUTEMBERG DE MOURA

sábado, agosto 6

....... “A PROMESSA DO DIABO” .......

Um jovem rapaz... De seus vinte e cinco anos...  Atlético... Bonito e bem apessoado... Tinha até certo ar de Nobreza!!!
Mas... Por D’us... Em que Cochinchina Ele havia esquecido seu Intelecto??? Quando o chamavam de estúpido... Ele ficava “Feliz”... Pois achava o adjetivo “Estúpido”... Charmoso e Elegante... De tão Néscio... Perdeu-se a Noiva!!!
E estava Ele decidido a se Matar!!! Andava de um lado para o outro na Ponte do Tatuapé... Que liga a zona norte de São Paulo com a zona leste de São Paulo.... Passando sobre o Famigerado e Infecto Rio Tietê!!!
“Eu vou pular... Ah!!! Eu vou... Vou sim estou dizendo”.

Dizia isso a risos frenéticos... Na ponte deserta!!!.
“Nãããooo!!! Me larguem!!! Eu vou pular!!! Não me segurem!!!”.
Coitado(coitado=coito logo coitado=f@d]d@)... Com que Diabos ele está falando... Além de Idiota... Enlouqueceu... F@D... Quero dizer Coitado!!!

“Agora eu vou!!!”.

Quando realmente ia pular... Já dependurado!!!
É surpreendentemente agarrado por uma Mão... Que a segura e o impede de atirar-se ao Rio Poluído... Morte Instantânea!!!

Nisto Ele volta-se para trás... Espanto... Depara-se com um senhor de seus quarenta anos... Bem apessoado... Elegante... E com uma voz hipnotizadora... Diz-lhe:

“ O que o Amigo ia fazer, Huuummm??? O Amigo não vê que ainda é uma pessoa muito jovem e elegante!!! Que papo é esse de suicídio???... De se destruir???...
... Venha Comigo!!! “EU” vou restaurar-lhe o Gosto pela Vida!!! Vou fazer de “SI” um Milionário!!! E irás conquistar uma Legião de mulheres... E esquecerá aquela pela qual ia se Matar!!! ... Pode estar descansado que “EU” já não ando à arrecadar Almas... Estou mais Interessado é nos Corpos!!!”.

O Jovem Burro... Mas não sem sentido de proteção... Pergunta:
“Mas quem é Você??? Você é o Diabo... O Cornudo... O Cão...
... “EU” não quero dar meu Corpo para o Diabo!!!”.

Responde o Infeliz Estupefato!!!

“Pêra lá!!! Você me ouviu dizer que quero o seu corpo para sempre???...
... Somente lhe peço que o me Empreste por uma noite apenas... E depois “EU” vou cobri-lo de Dinheiro!!! Vamos lá??? Huuummm??? Não se faça de rogado... Vamos comigo à minha casa!!! Tenho lá um excelente Jantar à nossa espera... No Fim... Dormiremos Juntos e Amanhã de manhã procurarei Ouvir seus Desejos e dar-lhes Satisfação!!!”.

Seduzido pelas Belas Promessas... o Imbecil aceita o convite  e acaba passando a noite com o “DI-A-BO”... com o “DE-MO-NIO”...

Logo cedo... Na manhã seguinte... o “Diabão” levanta-se... Lava-se... E veste-se cantarolando!!!

Nisto o Acabrunhado Estúpido... Acorda Estremunhado e protesta:

“ Ei!!! Onde vai “Diabão”... Lembre-se que “EU” cedi `atodos os eus caprichos... E não foi nada Fácil... Hein??? Estou todo arrebentado por sua “Causa”... Agora tem que cumprir a promessa que me Fez!!! Nós tínhamos um acordo!!! Tem que me dar o Dinheiro que me Prometeu!!!”.

O “Diabão” volta-se... faz um gesto com a cabeça e diz:

“ Mas...  Como é que isso pode Ser possível???...
... O “AMIGO” com a sua idade ainda acredita em “DIABO”???.

Gutemberg de Moura



domingo, julho 24

... A FOICE ...

Peguei a Foice da Dona Morte emprestada, sem Ela saber é claro!!!.
Peguei para passar manteiga no pão... Descascar batatas... E apontar meus Lápis de Cor... E tirar sujeira de debaixo das Unhas.
Quan-do ela dês-co-briu!!!
Muito melindrosa... Desatou a chorar!!!
“Sniff!!! Sniff!!! Olha só oque Você fez... Está imprestável... Não tem mais fio... Como vou trabalhar??? Eu nunca falhei... Estou arruinada”
(DRA-MA-TI-CAAAA)
“Que vou fazer agora de minha Vida... Oop’s quero dizer Morte... Minha morte não tem mais Sentido!!! Vou ser castigada com a Vida... E Eu, que sou tão jovem... Somente trocêntos e cinqüenta e onze pintilhões de anos!!! Um Bebê Eu sou!!! Mal comecei à Morrer!!!”
“Quer saber??? Vou me trancar no meu quarto... Me entupir de Lithium e Rivotril enquanto ouça músicas EMO!!!”
Por quatro dias ninguém morreu... O Caos tomou conta do mundo!!!
Fiquei envergonhado e com remorso... Peguei a Foice... Limpei-a... Depois a afiei... Peguei um tronco de Carvalho e talhei um cabo todo estilizado e personalizado.
Quando tudo ficou pronto... Todo Orgulhoso procurei a Dona Morte... E lhe devolvi a Foice.
“Oh!!! Que coisa mais linda!!! Você fez tudo sozinho??? É mais bonita que a antiga!!! É!!! Você conseguiu se redimir!!! Agora tenho que voltar à trabalhar... E por falar em trabalho... Sabe aquele Cigarrinho de Artista que Você tanto gosta... Pois é... Estica o Pescocinho que você vai ter um AVC fulminante em... Três... Dois... Um...
ZZAPTT!!!
“E não é que Ele deixou bem Afiadinha mesmo”
“Lá-rá-li-rá-lá... Eu tenho uma Foice novaaaa!!!

Gutemberg de Moura  
  


sábado, julho 23

... MONÓLOGOS DA LOUCURA... PRIMEIRA VISITA ...

... Muito prazer!!! Sou a Loucura!!!
Gostaria de falar um pouco sobre minha importância no mundo, do quanto sou necessária aos Homens, do quanto a Humanidade me deve.
Well!!! Well!!! Well!!!                                                                                    
Vejamos... Hum!!! Por onde começo???
Já sei!!! Vou falar de minha contribuição aos Poetas, Oradores e Escritores.
Os Poetas me devem menos, mesmo que sejam naturalmente de meu meio. Eles formam  uma nação independente, como diz o provérbio, que se aplica constantemente em seduzir os ouvidos dos Loucos por meio de besteiras e de Fábulas simplesmente ridículas.
É surpreendente que, com esses meios, prometam para Si mesmos a Imortalidade, uma vida igual àquela dos Deuses e que se sintam capazes de prometê-la ainda aos outros.
Essa categoria que, antes de tudo, está a serviço da Philautia (Amor próprio) e da Adulação, é aquela que me Honra com maior sinceridade e constância.
Os Oradores também fazem parte de minha confraria, embora algumas vezes me sejam infiéis e se tornem cúmplices dos Filósofos.
Entre outras asneiras, recrimino-os de terem escrito tantas vezes e com tanta seriedade sobre a “Arte de Gracejar”.
O Autor, pouco importa quem seja, da Retórica a Herênio[1] inclui a Loucura entre as diferentes espécies de brincadeiras e Quintilhiano[2], o príncipe dos retóricos, compôs sobre o riso um capítulo mais volumoso do que a Ilíada.
Todos Eles têm tanto apreço pela Loucura que, muitas vezes, na falta de argumentos, encontram a saída no riso. Recorrem, portanto, a Mim, porquanto é meu papel e minha Arte provocar sonoras Gargalhadas.
Da mesma espécie são os escritores que aspiram à fama imortal pela publicação de seus livros. Todos me devem muitíssimo, mas, sobretudo, aqueles que enchem folhas de puras baboseiras. Quanto aos autores que submetem sua erudição ao julgamento de restrito número de sábios e não recusam o parecer de Pérsio nem de Lélio[3], parecem-me bem mais dignos de compaixão do que felizes, em vista da tortura interminável que se impõem.
Eles acrescentam, modificam, suprimem, cortam, reescrevem, reformulam, consultam outros sobre seu trabalho, guardam-no nove anos e nunca estão satisfeitos. E a glória, fútil recompensa que recebem de poucos, pagam-na com caro preço, à custa de sono, esse bem supremo, e de muitos sacrifícios, suores e fadigas.
Acrescente-se ainda a perda da saúde e da beleza, a diminuição da visão e até a cegueira, a pobreza e a inveja dos outros, a privação de todos os prazeres, a velhice precoce, a morte prematura e muitas outras desgraças.
Apesar de todos esses longos sacrifícios, nosso Sábio acredita que não pagou caro pela aprovação que lhe rende um ou dois Remelentos.
Mas aqui está meu escritor, que me segue e vive em doce Delírio. Sem muita fadiga, deixa correr sua caneta sobre o papel e escreve o que lhe passa pela cabeça, transcreve à perfeição seus sonhos, gastando somente um pouco de papel e sabendo, por outro lado, que quanto mais fúteis suas futilidades, mais haverá de colher aplausos, aqueles da unanimidade dos Loucos e dos Ignorantes.
Que lhe importam esses três doutores que poderiam lê-los e desprezá-los??? Que haveria de pesar a opinião de tão reduzido número diante da multidão que os contradizem???
Melhor visão têm ainda aqueles que sabem atribuir-se as obras dos outros. A glória que deveria ser conferida a outro por seu grande trabalho, dela se apropriaram, na certeza de que a acusação de plágio não os impedirá de colher resultados em benefício próprio, pelo menos por algum tempo.
Vale a pena vê-los empertigar-se quando elogiados e apontados com o dedo pela multidão: “Aí está Ele, aquele escritor famoso!” Vale a pena vê-los quando seus livros estão expostos nas livrarias, quando no alto de cada página podem ser lidos três nomes, sobretudo se estrangeiros e com certo sabor de magia! Que significam pois esses nomes, Deuses Imortais! Além do mais, serão muito poucos aqueles que, no vasto Universo, conseguirão compreender-lhes o sentido, menos ainda a aprová-los, porquanto até mesmo os ignorantes têm suas preferências. Na realidade, esses nomes são geralmente forjados ou extraídos dos livros dos antigos.
Há quem goste de chamar-se Telêmaco ou Esteleno ou Laerte ou Polícrates ou Trasímaco. Poderiam muito bem conferir a seus livros o título de Camaleão ou Abóbora ou ainda indicá-los como  os Filósofos, com letras do alfabeto, A,B ou Alfa, Beta.
Acima de tudo, porém, é divertido vê-los cumula-se de elogios recíprocos em cartas e pequenas peças em versos. É a glorificação do Louco pelo Louco, do Ignorante pelo Ignorante. Nesta troca de elogios, um se torna Alceu e o outro, Calímaco[4]. Um se torna mais superior a Cícero e o outro é declarado mais sábio que Platão.
Às vezes, para aumentar sua reputação, criam um adversário para combater publicamente e o povo fica em suspenso, sem saber qual partido tomar, mas no final, após batalha memorável, os dois saem vencedores e celebram o triunfo. Os Sábios riem, e com razão, dessa extrema loucura. Quem poderia negá-lo???  Entretanto, por meu intermédio, eles ficam imensamente felizes e não trocariam seu triunfo por qualquer um daqueles de Cipião.
De resto, esses mesmos Sábios que sentem tanto prazer em rir dessas insanidades e em divertir-se com a Loucura dos outros, eles também têm um grande débito comigo, nem contestá-lo, se não forem os mais ingratos dentre os Homens!!!
Well!!! Well!!! Well!!!
Preciso ir, ser a Loucura é muito trabalhosa, depois passo por aqui para falar-lhes mais um pouco.
E não se esqueçam, estou em Vocês!!!
Até a próxima, meus queridos Insanos!!!

[1]- Retórica a Herênio, no livro1, cap. 6, apresenta várias maneiras de despertar e levar ao riso um auditório cansado. Entre elas, fazer um apólogo, contar uma história verossímil, dizer uma palavra de duplo sentido, fazer uma careta, uma loucura, trocadilho de palavras, uma saída inesperada , contar uma piada, etc.
[2]- Capítulo 3 do livro VII da obra De Institutione Oratoria de Marcus Fabius Quintilhianus [séc. I d.C.].
[3]- Dois personagens da obra De Oratore [II, 6,25] de Marcus Tulius Cícero [106-43 a.C.].
[4]- Alceu de Mitilene e Calímaco, dois dos maiores poetas gregos da Antigüidade.

(Inspirado em Erasmo de Rotterdam, Filósofo Holandês)

By Gutemberg de Moura   

sexta-feira, julho 22

... MAQUINÔLOGIA ...

PRINCÍPIO IBM DE CADA COISA EM SEU LUGAR:
As máquinas foram feitas para pensar: As pessoas para trabalhar.

LEI DA PERVERSIDADE DA NATUREZA:
Nunca se pode determinar previamente com exatidão em qual lado do pão passar manteiga.

LEI DA GRAVIDADE SELETIVA:
Um objeto sempre cai do jeito que causa mais dano, incômodo ou prejuízo.
Corolário de Colaço:
A chance de o pão cair com o lado da manteiga para baixo é diretamente proporcional ao valor do tapete.
Corolário do Pessimista:
O objeto mais frágil é sempre o que cai no chão.

LEI DO AZAR:
As coisas sempre caem em ângulos retos.

LEI DA OFICINA:
A ferramenta, quando cai no chão, vai pro canto mais inaccessível da oficina.
Corolário:
A caminho do canto, a ferramenta que cai no chão primeiro bate no seu dedão.

PRINCÍPIO DAS PEÇAS SOBRESSALENTES:
A facilidade da recuperação de peças pequenas que caem no chão varia na razão direta do tamanho da peça – e na razão inversa da peça para o trabalho em execução.

LEI DO CHÃO:
Do chão ninguém passa.

LEI DA INCONVENIÊNCIA:
Um aparelho enguiça sempre na hora mais inconveniente possível.

LEI DA APORRINHAÇÃO:
Durante qualquer trabalho, quando você guarda uma ferramenta da qual não vai mais precisar de jeito algum, você precisa dela logo logo.

LEI DO ENGUIÇO:
A eficiência de uma máquina é inversamente proporcional ao número e à importância das pessoas que observam seu funcionamento.

SEGUNDA LEI DE ARISTÓTELES:
Qualquer coisa acaba funcionando, desde que você insista.

LEI DA ELETROPAULO:
Tudo funciona melhor ligado na tomada.

LEI DO JEITINHO:
Se não entrar, força. Se quebrar, precisava mesmo de substituição.

LEI DO DESÂNIMO:
Se você perde muito tempo com alguma coisa, ela acaba quebrando.

LEI DA FORÇA:
Não force, arranje um martelo maior.

POSTULADO DO DESAJEITADO:
A experiência aumenta na razão direta da porcaria de material que usa.

AXIOMA DO MOBRAL:
Quando tudo o mais falhar, leia o manual de instruções.

PRINCÍPIO DOS EQUIPAMENTOS MULTI-FUNCIONAIS:
Quanto mais funções uma ferramenta pode executar, pior ela executará essas funções.

LEI DA EXPERIÊNCIA:
Não vai funcionar.

(The Murphology)

By Gutemberg de Moura  with Millôr Fernandes