segunda-feira, maio 9

Confissões de um Bipolar

Na noite mais escura, nas trevas mais negras.
A depressão bipolar me devorava vivo.
E diabretes me espetavam, sim, eu sentia.
Tentava enxergar, mas não havia.
Não tinha nenhum Anjo de Luz a me guiar.
Mas a culpa era minha, pecados não confessos.
Drogas, Bebidas, Promiscuidade, Inferninhos.
As piores companhias, associação nefasta.
E a cabeça dói, dói muito, o dente dói, a Alma dói...
“O que que Eu to fazendo aqui? Eu não tava ali?.
Fumando Um? Quem é essa mulher?.
É sempre assim Ninguém nunca sabe nada.
Nem Eu, pois é!!!, Nem Eu.
Vou embora, vou pelo Minhocão, fumando Um.
Minha irmã está no sôno dos Justos.
Abençoada seja, guerreira trabalhadora.
Espero que Eu não a acorde quando chegar.
Eles ainda me espetam, pensamentos.
Vem-me pensamentos estranhos.
Por quê? É lugar comum.
Mas em mim há um clichê original.
A noite Negra doeu, mas valeu.
Sempre aprendo, sempre assimilo.
E sinto que falta pouco para encontrar.
O Justo dos justos, Aquele Mestre!
Que guiar-me-á.

Gutemberg de Moura




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