domingo, maio 8

O Eu Insano

Escrevendo
Guimbas... muitas guimbas
Cama???
Cabeça jogada no canto
Susto!!! Reconhecendo-se
Rasgar papéis...vários já
Solta caderno...pega cabeça
Conflitos expressos
Textos incoerentes
Conflito!!! Loucura!!!
Loucura me prende...
...Prisioneiro de Mim
Quebrar cabeça!!!
Reconciliação...
...Catando cacos
Reconstrução???
Fio de Nylon
Clima Noir
Tudo preto
Roupa preta
Muitas velas
Quarto pobre
Surrealismo
Salvador Dalí
Muitos livros
Remédios Tarja-preta
Beladonna...Valleriana
Santuário... Luz de vela
São Jorge??? Iconoclastia!!!
Músicas???
Telonious Monkey
OfenBack...Elfen Lied
Omni Imperator
Richard Wagner…
…Trilha sonora da Insanidade!!!
Oh!!! He must have lost his mind...your sanity!!!
No fundo da Latrina

Gutemberg de Moura

Um comentário:

  1. As nossas reações correspondem ao contexto ou ao universo de que fazemos parte. Neste poema, há um "eu" com a alma "machucada". Mas a que se deve a isso? Por que tal comportamento? Tudo se explica, vivemos a era da Globalização, quantas influências são despejadas em nós no cotidiano, somos bombardeados com uma soma imensa de informações. Existem em nós vários "eus", alguns conformados com as situações instaladas e aparentemente resignados, outros irreverentes,insatisfeitos e incompreendidos. No nosso interior, constantemente os nossos "eus" travam suas batalhas e o que acontece? Às vezes, aquele da insatisfação se sobressai mais e é até capaz de monopolizar e o resultado a incompreensão exterior. No seu livro "O Cosmopolistismo do Pobre, Silviano Santiago, faz abordagens como as fantásticas que você fez aqui neste maravilhoso poema: o cientificismo e o empirismo.Este "eu" chegou ao fundo do poço(ter ido parar na latrina). Mas é com esta mesma capacidade, numa perfeita autoanálise, que ele vai sair de lá, vai se reerguer, assim como a Fênix das Cinzas, um novo EU vai se instalar, o da SANIDADE!!!! Parabéns, amigo!!!

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